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terça-feira, 11 de maio de 2010

É tudo isso que me faz crescer

São tantas coisas, pra mim pensar, pra mim fazer que no momento me sinto até sufocado, um tanto quanto encurralado em um beco sem saída.
Se tudo pudesse mudar ou pelo menos que as coisas aparentassem ser mais fáceis, eu poderia tentar mais uma vez, poderia conseguir o equilíbrio necessário pra me esquivar.
Mais de repente tudo parece irreal e confuso, e eu me perco em um mundo pelo qual nunca andei. Fica difícil não chorar, não ceder a todos aqueles momentos que vem a mim como pancadas na lateral da cabeça, tão fortes que me deitam ao chão.
Fico imóvel tentando pensar, tentando achar uma solução enquanto todos me olham sem agir, sem saber o que me deixa assim - Diferente - Eles dizem.
Eu digo que diferente é tudo aquilo além de mim, todo esse vazio desconhecido, todas essas lágrimas que descem por um motivo, um motivo que em algum dia em que eu estiver andando pelas ruas eu irei me lembrar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." William Shakespeare

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não sei dizer se são os momentos ou se simplesmente sou eu, mais quando eu me vejo no quarto, sozinho, parece que tudo se perdeu. Ouvi dizer que há um lugar onde um homem pode viver só, sem amar, se sofrer, onde o tempo todo sente-se cheiro de flor.
Ouvi dizer que é difícil chegar lá sem antes viver e que é uma terra prometida pra mim e pra você. Talvez eu alcance esse lugar e lá descanse o resto de meus dias, se eu conseguir vou agradecer e não mais cairei nessa agonia.
Eu queria tanto poder viver só, mais nessa terra é tão difícil, viver sem alguém pra abraçar, alguém que nos ame e nos de carinho.

domingo, 2 de maio de 2010

Uma dia em mim

Outro dia na pacata cidade onde só eu nasci nuvens cinza, tempo úmido, as ruas com os rastros apenas do meu caminhar. Olho pra trás reconstituindo os passos, paro penso em porque tanto andei. Só pra encontrar uma brisa suave que me faça lembrar de quem pra trás eu deixei.

"Por trás de todas as palavras existe a história de alguém!"

quinta-feira, 22 de abril de 2010

...

Quero rasgar as cartas do jogo da vida
Colocam todas as decisões nas minhas mãos
Eu também sou indefeso, eu não sou um insensível
Quero rasgar meu peito e te mostrar o quanto eu sinto
Olha aqui dentro o quanto eu choro, você nem imaginava

Quanto mais eu grito, quanto mais eu canto, essa dor só aumenta
E esse bolo em minha garganta pra abafar meus versos
É difícil estar bem, é difícil ser alguém
Cujo no mundo não encontrou ninguém que amparasse sua dor

Eu sei que...

sábado, 17 de abril de 2010

Espelho,

me vejo no chão, caido, sorrindo, eufórico a rolar pelo cinza do tempo
me vejo no mar, no fundo, la dentro, tentando remar, banhado em lamentos
me vejo no sol, confuso, distante, o calor faz soar, faz-me ranger os dentes
me vejo em você, alegre, sem medo, é tanto amor que guardo em segredo

terça-feira, 13 de abril de 2010

Diafragma

Muita calma para respirar
Sinto o sangue na veia gelar
Um vazio que invade o peito
Um vazio que ocupa lugar
Muita calma para respirar
No compasso da valsa da vida
Desfalecendo de vagar
A cada sopro que dão as narinas
Muita calma, e se poder parar
Pare agora e vá descansar
No leito viajante do vento
Tua paz poderá encontrar

domingo, 4 de abril de 2010

Esquecerei...

Por que eu faço planos e tenho sonhos
E talvez um dia você aprenda a me enxergar
Você entenda a minha essência deixe de lado as aparências
Eu já errei, nunca neguei, porém Juiz nunca foi lei
Não dou motivos, tenho argumentos e sei das vezes em que falhei

De certo você não vai dar o braço a torcer
De certo o certo será sempre você...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Não disperdice os bons momentos da vida!

Aliocha já estava para sair, mas, de repente, aproximou-se de Natacha, pegou-a pelas mãos e sentou-se ao seu lado, olhando para ela com uma ternura indizível.
- Natacha, minha amiga, meu anjo, não se zangue comigo e não vamos brigar nunca mais. Dê-me sua palavra de que sempre em tudo vai acreditar em mim e eu em você. Agora, meu anjo, vou lhe contar o seguinte: um dia, nós estávamos brigados, não me lembro por que; eu fui culpado. Não falávamos um com o outro. Eu não queria pedir perdão primeiro, mas sentia-me terrivelmente triste. Vagava pela cidade, sem destino, ia à casa dos amigos e tinha no meu coração um peso tão grande, tão grande... Veio-me então à mente: o que aconteceria, por exemplo, se você adoecesse e morresse? Quando imaginei isso, tamanho desespero tomou conta de mim, como se eu realmente tivesse perdido você para sempre. Surgiam pensamentos, um mais penoso que o outro. E aí, cheguei a imaginar que fui ao seu túmulo, cai em cima dele quase sem sentidos, abracei-o e fiquei imóvel com a angústia. Imaginei como ia beijar esse túmulo, chamá-la de lá, nem que fosse por um minuto, implorar a Deus um milagre, para que você ressuscitasse por um instante e aparecesse na minha frente; eu me vi correndo para abraça-lá, apertá-la contra mim e beijá-la; pareceu-me que naquela hora eu ia morrer de felicidade por poder abraçá-la como antes, pelo menos por um minuto. E quando eu estava imaginando tudo isso, pensei, de repente: vou pedir a Deus que me deixe ver você por um instante, no entanto você está comigo há seis meses e nesses seis meses nós brigamos tantas vezes ficamos sem falar um com o outro! Dias inteiros passamos brigados, menosprezando nossa felicidade, e agora, eu aqui chamando você do túmulo por um minuto, disposto a dar por ele toda a minha vida!... Quando me dei conta disso, não aguentei mais, corri depressa até você, vim aqui e você já estava me esperando, nós nos abraçamos, depois daquela briga, e lembro-me de que a apertei contra mim com tanta força, como se realmente a estivesse perdendo, Natacha! Não vamos brigar nunca mais! Isso pra mim é tão penoso! Meus Deus, será possível pensar que eu deixe você?
Natacha chorava. Os dois se abraçaram fortemente e Aliocha jurou mais uma vez que nunca a abandonaria.


Trecho do livro 'Humilhados e Ofendidos' - Fiodor M. Dostoiévsk