



"As palavras tem o poder de prever tudo que vem na semana seguinte".

A vida é um cenário de filmes de horror, onde cada cena faz bater forte o coração. Seja por medo, susto ou dor, impõem um clímax enquanto nos protagonizamos com fervor. “Oh, porque me tomas injusto amor? Por que me tomas? Não vês que quero ficar a sós? Por que me tomas injusto amor? Por que me tomas? Haverá mal pior do que a escolher entre dois seres? Ingrato amor!” Cantava assim a alma do jovem apaixonado. Em meio ao conto venho lhe dizer, querido leitor, não conto para que entendas o que digo a ti, mas para que interprete o conto da maneira que lhe agradar. O tempo passava e encontraram-se outra vez, a noite no mesmo local, junto aos seus amigos ele festejava todos os fins de semana. Antes um garoto fechado, levando uma vida casta e sóbria, agora amava os vinhos, vodkas e champanhes, não procurava por festas, pois quem as fazia eram os três. Sim eram três, amigos para todas as horas, fossem elas de embriaguez alcoólica ou lacrimal.
Mantinha-se ali um clima intenso de romance, da sala de TV os amigos os viam na varanda e tentavam decifrar o que tanto cochichavam. Os dois sem perceber, colocaram-se a falar sobre romance, ela reclamava de não se conhecerem o quanto queria e ele retrucava “Teremos muito tempo para nos conhecer!”. De fato estava apaixonado, sim, pois é paixão aquele q’ de “amor à primeira vista” que sentimos por um alguém. Ela era interessante, espontânea, seu sorriso o encantava de maneira indescritível, ela gostava de conversar e questionava sobre os gostos dele, ele metia os pés pelas mãos tentando responder a tantas perguntas. Ele de fato era um sujeito calado, falava só o necessário, a menos que estivesse embriagado. Gostava de ler, escrever, cantava e tocava violão, descrevia-se então com um ar orgulhoso, por tudo que já haverá feito na vida, mas se continha para não parecer convencido. Ela quis conhecer o bairro, saíram rua a fora de mãos dadas, ele respirava levemente, apreciando cada passo que dava ao lado daquela bela garota e ela, o acompanhava buscando entender aquela mania que ele tinha de andar sempre á direita. Para a surpresa dele, no meio do caminho ela soltou sua mão e em seguida o abraçou como quem procura conforto ou apenas demonstra a felicidade por estar ao lado de alguém especial para si. Ele retribuiu o gesto com afeição.
Assim ficaram por alguns minutos e em seguida retomaram a caminhada, ele propôs a ela conhecer sua casa e sem esperar por resposta foi levando-a em direção ao local. Ao chegarem, ele abriu a porta e para a surpresa da garota, lá estava à família dele, todos sentados no sofá olhando-a com uma expressão de curiosidade. Foram feitas as devidas apresentações e os dois sem demora foram para o interior da casa, ela fazia-se vermelha como a blusa que vestia, talvez fosse apenas o reflexo, mais parecia ser a timidez. Ele se acabava em riso, ela também ria mais sempre com ar de quem acabara de passar por tamanho constrangimento e dizia – Só você! Só Você! Minha vontade é de enfiar-me em um buraco e lá ficar! – Ele ria ainda mais ao ouvir tais palavras. Não demoraram muito em casa e logo voltaram para a festa, chegando lá encontraram todos alegres, não sabia-se descrever se havia acontecido algo de engraçado, ou se era o efeito do Champanhe que os deixará tão felizes.
- E então, como foi o passeio? – Perguntou um dos amigos, com um tom um tanto insinuador. – Levei ela para conhecer o nosso feio e humilde bairro.
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Dai a diante é minha história sem final...
Por Dustin Maia - Coisas Sobre Mim Que Você Nunca Iria Saber!
“Teremos muito tempo para nos conhecer!”
Disse ele.
Era uma bela tarde de sexta-feira, o mês era Janeiro e ele trabalhava distraído, mantinha seu pensamento á vários quilômetros dali. Apaixonado mantinha uma moldura com a foto de uma garota em sua mesa do computador, admirava aquela foto, admirava o belo momento que alguém havia capturado para que um dia ele pudesse recordar. Por volta das quatro da tarde inventou uma desculpa e saiu mais cedo do trabalho, não que ele fosse preguiçoso, mais naquela tarde uma garota o esperava. Conheceram-se por intermédio dos amigos que precisavam de alguém de confiança para trazer suas namoradas á casa onde estavam. As duas garotas confiavam nela e concordaram em não deixá-la a sós.
Formou-se a trama, elas vieram por volta das três, ele sairá mais cedo conforme o combinado e se encontraram no local. Tinha medo de encontrar uma garota que não lhe agradasse, porém, ao chegar surpreendera-se com tanta beleza. Ela tinha a pele branca que as cidades frias proporcionam a seus habitantes, olhos castanhos e os cabelos pretos destacado por mechas loiras. Apagam-se as luzes, fecham-se as portas, agora estavam a sós, envolvidos por um clima diferente, não se conheciam, porém o primeiro beijo fez parecer com que acabara de trocar informações sobre toda a vida com a garota. Os dois se tratavam com delicadeza, apesar do fato de que em alguns momentos ele era tomado por uma veracidade que faziam dos beijos mais intensos e envolventes.
Tudo estava em sua perfeita condição, o tempo chuvoso, as luzes apagadas, os risos dos amantes noutros quartos, era uma bela tarde para se apaixonar, porém, nada quiseram falar sobre o assunto, era muito cedo para qualquer tipo de laço que não fossem seus beijos e abraços.
O tempo passou rápido como naqueles dias em que estamos fazendo algo agradável e as horas voam como pássaros rumo ao norte no inverno, ansiosos para chegar ao seu destino acalentador. E qual seria o destino do tempo? Já eram seis da tarde e elas precisavam voltar cedo, ele era dissimulado e mentia como si só. Inventara algumas desculpas para que dessem a sua tutora e elas escolheram a que melhor lhes cabia. O amor surge como a garoa de verão que nos surpreende nos dias mais quentes e não foi diferente neste caso. Essa tarde fez com que o coração dele mudasse assim como o clima em meio ao século vinte-e-um, hora frio, hora quente. Como as tempestades repentinas que causam estragos nas cidades, porém o estrago aqui seria mental, de fato era dissimulado mais nunca haverá enganado uma mulher sobre amor. Que faria agora com todo esse sentimento que brotava dentro de si? Não conseguia cortar nem uma das roseiras em sua alma. Queria amar, queria sentir, mais sem arriscar o que já havia conquistado até então.
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Por Dustin Maia - Coisas Sobre Mim Que Você Nunca Iria Saber!
