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sábado, 30 de outubro de 2010

Das Coisas Que Eu Tento Entender – Dias Que Ficaram Para Trás.

“Uma história é sempre uma história, mesmo quando contada em partes, mesmo quando cortadas as partes, mesmo quando se omiti alguns fatos, sempre há de ser uma história.”

                É, já faz algum tempo que não vejo você, estava aqui, sentado em minha sala recordando fatos, observando fotos, lembrando de você.
                Fiquei relembrando a nossa história e tentei por várias horas achar onde eu errei. Talvez a culpa não tenha sido minha ou nem toda minha... A final, éramos eu e você. Fiquei pensando no que você me disse antes de sair por ai. É, você estava errada, sou um cara decidido e capaz, talvez quando agente se cruzar em algum café entre as 15:00 e 16:00h eu lhe conte como tem sido minha vida, sobre a carreira, a família e dos lugares onde andei.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

É o que sinto por você!



"Não sei por que minhas pernas tremem e eu perco o ar quando pego o elevador
Você mora no décimo primeiro andar, no fim do corredor
E eu finjo que tanto faz, por mim tá tudo bem, será que viro o boné pra trás ou fico sem?
As flores são legais, o meu cartão também, mas quando eu toco a campainha e você vem..."


Sabe, eu realmente gosto de você e realmente quero ficar pra sempre com você, apesar de todas as discussões infantis, de você se esconder em baixo do cobertor quando não quer falar comigo, de você pedir sempre pra mim parar de te olhar. Enxergar defeitos é fácil de mais, o difícil é conseguir conviver com eles e encontrar qualidades.
É, eu deixei de acreditar no amor, até porque, ele é só uma palavra se comparado ao que sinto por você, ninguém precisa de palavras simples quando podemos usar frases, textos, musicas, o amor ficou nos contos, ninguém explica amor, talvez por não saberem amar,,, O que eu sinto por você eu posso descrever e argumentar.

Posso começar dizendo que me sinto bem estando ao seu lado, o teu abraço é como a brisa que bate em mim quando subo no telhado e me arrepia todo. O teu beijo tem variações: Acalentador,  animador, excitante, o beijo de boa noite. Ficar perto de você me acalma, me faz bem saber que tenho alguém com quem contar, uma amiga especial qual eu posso conversar sobre qualquer coisa, qual eu posso deitar no colo e lhe falar sobre o meu dia. 
Espero que nos próximos anos eu ainda possa ouvir você gritar, falar, cantar. Ver você sorrir, chorar, dormir, sonhar, acordar, crescer, ter duvidas, alcançar objetivos.

O que eu sinto por você está escrito nos meus versos mais bonitos e nas minhas cartas mais zangadas, já foi descrito por grandes poetas, filósofos, romancistas. Não é amor, conto de fadas, não é inexplicável por que eu sei bem o que eu sinto. Ainda enxergo o roxo ao te beijar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dead Memories - Capitulo I - Parte I


“Ela tem os olhos castanhos, a pele branca, seus cabelos eu não conseguiria dizer, pois esta sempre tingindo, acho que eram negros, deviam ser... (Ao ler ela me xingou e disse que eram louros).”


Capitulo I

Era fim de Outubro e o ano era 2007, eu estava no colégio, estava contente contando para meus colegas sobre a viagem que ia fazer no fim de semana, ia de encontro a meu pai e minha mãe para vermos a casa que eles queriam alugar na cidade onde morava (ainda mora) minha avó. Lembro-me que fui chamado pela inspetora que mandou que eu guardasse meus materiais, pois meu tio me esperava. Obedeci. Meu tio me conduziu até minha casa sem dizer uma palavra, ele tem esse hábito de andar calado quando esta preocupado com alguma coisa. Chegando em casa ele pediu que eu arrumasse minha mala com urgência enquanto ele ajudaria minhas irmãs a fazerem as delas. Eu sou o filho mais velho e na época minha irmã caçula tinha onze anos, a do meio treze que havia completado em Outubro e eu estava com meus quinze. Eu arrumava a mala com pressa enquanto olhava para o vão da porta vendo meu tio passar pelo corredor apressado de um lado para o outro, sem parar, eu não aguentei, sabia que havia acontecido alguma coisa e questionei. Foi então que com o olhar mais triste, receoso e acolhedor ele me disse – Seu pai sofreu um acidente de moto e esta no hospital. Não se Preocupe não foi nada grave! – Mais no fundo eu já sabia que aquelas palavras eram apenas para amenizar algo que ele pensava crescer em mim. Porém a única coisa que eu sentia naquele momento era um vazio e uma enorme vontade de poder voltar atrás de alguns atos cometidos.
Eu havia brigado com meu pai duas noites antes dessa noticia e desde então não havíamos nos falado mais.
Calei-me, terminei de fazer a mala, tomei meu banho e me arrumei como que para uma viagem normal, logo chegou o melhor amigo de meu pai que ia nos levar até a cidade onde estavam. No caminho eu cochilei várias vezes. Durante toda a viagem eu acreditava que iria chegar fazer as pazes com meu pai e trazê-lo de volta pra casa e apresentar-lhe minha nova paixão. Caroline era seu nome. Meus pensamentos foram interrompidos quando carro parou no acostamento – Queimou a vela – Disse nosso condutor. Tivemos que esperar um guincho, que demorou uma eternidade para chegar, por sorte o carro da policia encostou perto de nós quase que sincronizado com o guincho.
Esqueci de dizer que meu pai era policial assim como seu amigo. Eram amigos de farda, de farra, de tudo e eram leais um ao outro principalmente nessas horas difíceis. Ocorreu que os policiais nos deram uma carona, pois era caminho deles e agora deviam faltar apenas vinte ou trinta quilômetros para chegar à cidade. Esprememo-nos minhas irmãs, meu tio e eu no banco de trás da viatura que era um gol muito apertado. Chegando à cidade eles nos deixaram na casa de minha avó e como eu pensava a situação era muito pior do que haviam me contado. O sorriso que eu trazia no rosto, agora se derretia por conta dos últimos fatos dando uma nova forma a minha face. O formato de uma mascara, feita especialmente para mim, escondendo assim meus medos, meu ódio, minhas lágrimas. Nessa primeira viagem minha mãe não nos deixou visitar meu pai e eu também preferi não ir, eu sei que seria um choque ver meu ídolo daquele jeito, todo desajeitado numa cama de UTI.
Passadas três semanas os médicos diziam que ela já estava se restabelecendo e que logo poderia ser transferido para São Paulo onde os cuidados seriam bem melhores por conta do convênio da Policia Militar. Ao saber da melhora eu fui visitá-lo. Ao entrar na sala um dia depois de seu aniversário eu via um Maia de rosto inchado, cabeça raspada e ainda meio desengonçado na cama e estava inconsciente. Fiquei ali por volta de dez minutos observando os aparelhos ligados a ele, enquanto minha mãe e minhas irmãs faziam carinho nos seus dedos. Ouve sinal de resposta. Ele tentava abrir os olhos, e esboçava um sorriso, aquele velho sorriso que nos contagiava, porém menor, ele mexeu as mãos e minha mãe quase se desfez em lágrimas, e admito que tive de ficar calado, pois qualquer palavra que tentasse sair de minha boca desencadearia uma choradeira inconsolável que eu guardava a tempos. A essa altura eu já havia conhecido meus parentes que são parte muito importante da história.
Ulisses, Tânia e Hellen. Não vou citar o nome dos outros familiares, pois tem papeis pequenos aqui, talvez apareçam mais a frente, porém, ainda é um talvez. Ulisses é primo da minha tia por parte do pai dela que não é o mesmo pai da minha mãe, eu o considero como meu tio. Tânia é prima do meu pai, não me lembro bem por qual parte, mais esta é minha prima de sangue, mulher de Ulisses e madrasta de Hellen que por sua vez não é minha prima por laços sanguíneos, mais eu a considerei assim. Essa família se fez muito prestativa reatando os laços de amizade que por parte do meu pai eram grandes, porém eles não se viam desde a juventude quando meu pai veio da Bahia para Campinas pra ter condições de sustentar a mim e a minha mãe. De fato ele conseguiu e não foi só a nós que o Sgt. Maia foi prestativo, mais a muitas pessoas que precisaram da sua ajuda. O Ulisses eu já conhecia pelo apelido de Cabeludo, apelido que ganhara ainda na juventude por usar cabelo grande e a Hellen
Ulisses e Tânia sempre nos levavam para a cidade onde meu pai estava internado e também foram visitar o leito dele conosco aquele dia. Tânia chorou muito; até hoje ela chora quando eu vou pra lá e agente começa a falar das virtudes e manias do meu ídolo. Eu não me deixo chorar, mais são evidentes as lágrimas presas na parte inferior de minhas pálpebras prontas para desabar a qualquer momento, assim como agora.


Poeta Diluído - Dead Memóries - Capitulo I - Parte I - Por Dustin Maia

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dead Memories - Prefacio

Depois de tanto vasculhar a minha cabeça a procura de uma história, pensei que seria melhor escrever esta, que de fato é minha, minha história.
Eu não me importo em como vou descrever os fatos, nem com a concordância das palavras, também não me importo se alguém por acaso ler e me achar um idiota. A história é minha e eu conto como eu quiser.

Trago inspiração do conto de Raymond Radiguet, grande Poeta, menino, amante. Não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, mas somos grandes amigos de páginas amarelas. Se um dia tiver a oportunidade leia “Le Diable Au Corps” que de fato é uma bela obra.
Dedico minha história a todas as pessoas que de alguma forma fizeram parte dela, a todas as pessoas que tirarão algo de bom ao ler e finalmente a minha mãe e ao pai que me criaram sábio e culto, possibilitando-me o dom da escrita.
Agradeço a Deus pela dádiva da vida e da comunicação através das letras e sons. 



Poeta Diluído - Dead Memóries - Prefacio - Por Dustin Maia

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Memories vs. Hate

Eu te apaguei de mim, não por querer, mais por você, que me falou assim - é pra me esquecer - eu esqueci.
Parece que nunca foi o bastante pra você ter a mim, queria mais, queria tudo o que eu podia lhe dar, queria os sorrisos, as lágrimas; o sangue.
Se desculpar por tudo o que falou, não vai mais mudar o que ficou em mim. A mancha que marcou minha alma e suas cartas no fundo da gaveta, não são lembranças, não é saudade, não é amor. É só pra me lembrar da dor em que me encontrei após você partir.



"Tem coisas que eu não posso resolver, às vezes já quis ver você morrer, mas o que eu preciso é não ver você nunca mais!
E eu já quis fazer você sumir, mas olhei pro meu lado e vi você aqui, as nossas almas não ocupam o mesmo lugar!"
(No dia em que deixei você vencer - Glória)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

De volta ao meu sorriso

                Não me lembro mais quando foi a ultima vez em que vi o sol brilhar assim, dentro daquele quarto escuro tudo que eu podia ver, ainda que meio apagadas, eram as garrafas de Gim espalhadas ao chão. Um cheiro inconfundível de álcool, cigarro e morte. Sim, morte, pois eu morria a cada minuto trancado ali, todos os dias por volta da meia noite eu acordava em meio a escuridão, sentia os lençóis manchados, sujos e meu corpo exalava um cheiro que me lembrava a cenas que vi andando por São Paulo.
                Eu andava muito mal e creio que já estava naquele estado há duas semanas ou mais, comia o que havia no armário, sem preocupar-me com a data de validade. Não é um prato que recomendariam num restaurante, porém, era o que havia ali.
                Depois de um tempo eu já não me sentia mais, me lembro de ter uma visão horizontal da porta do quarto se abrindo, este era o ângulo de visão que me deitar ao chão me proporcionava. Primeiro a porta se abriu trazendo uma forte luz que me forçou a fechar os olhos. Consegui abri-los novamente e vi uma silhueta se formar em meio ao branco do portal.
                Quem poderia acreditar que ela voltou pra me buscar, pra me salvar, de mim. Eu não! E questionei. Não houve tempo de haver resposta, após falar eu apaguei e acordei aqui, novamente sem ninguém. Quarto branco, aparelhos, agulhas ligadas a tubos fincadas em meus braços. Hospital. De tudo isso, me restou a vida. E essa vontade de gargalhar a todo tempo! Vamos viajar? :D


Poeta Diluído – Por Dustin Maia – De volta ao meu sorriso. SE FOR COPIAR NÃO SE ESQUEÇA DOS CRÉDITOS.

domingo, 26 de setembro de 2010

Telefone sem fio.


Pegou o telefone e fez uma ligação, aguardou ansiosamente pela voz que logo iria ouvir.
Logo alguém atendeu e o som que ouviu foi à voz de uma bela jovem. Sabia que era bela, conhecia-a a tempos. Conhecia-a melhor que qualquer um. Ele era seu confidente, amigo, irmão, protetor. Havia alguns meses que não se falavam, a vida estava corrida, muito trabalho, muitos estudos, de ambas as partes.
Frustrou-se ao descobrir que dele; ela nem lembrava-se mais.


“É com certeza que digo: a distância unida ao tempo pode ser a espada entre uma amizade, se ela não for cultivada com o devido afeto.”


Poeta Diluído – Por Dustin Maia – Telefone sem fio. SE FOR COPIAR NÃO SE ESQUEÇA DOS CRÉDITOS.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

William J. Afogar-se Na Garoá do Deserto

 Já devia saber que amanhecer com os olhos vermelhos era sinal de que teria um dia cheio de dor de cabeça. Ignorou os sinais, pingou um pouco de água boricada nos olhos, o que fez com que a irritação diminuísse quase nada. Se arrumou para o colégio, tomou a primeira refeição do dia as pressas e partiu.
 Com o passar das horas, a dor de cabeça começou, chegando junto à uma tensão muscular destrutiva, os olhos avermelharam novamente e agora a garganta parecia secar.
 Foi dominado por uma vontade de falar mais alto, de se libertar e expressar tudo o que sentia. Então o fez! Depois calou. Em silêncio, parecia ouvir o mundo girar junto com o vento. Chegou em casa, desfez a face sem expressão e pôs no rosto, um belo sorriso, porém falso, como muitas coisa belas deste mundo.
 Não almoçou e passadas duas horas foi a caminho do serviço. O seu sorriso falso foi desmanchando como maquilagem sob chuva, porém agora, seu rosto trazia uma expressão pálida, cansada e sem graça. Era verdade que se cansara, não por trabalhar de mais ou estudar de mais, cansou-se da rotina de viver todos os dias, de acordar e de dormir, de pagar contas e pegar ônibus lotados, da falta de novidades e das novidades que só vinham o aborrecer.
 Já era hora de a vida ganhar sentido, algo que ultimamente, nem as conquistas, nem as viagens traziam. Cansou-se também de esperar pelo destino, foi atrás dos sonhos e descobriu que sonhos, simplesmente não passavam disso. E eram assim seus dias, calmos, planejados e vazios.


"O tempo nem sempre vem para o aprendizado e crescimento pessoal, pode também tornar-se arma  de morte lenta e dolorida. Se mal usado!"


Poeta Diluído - Por Dustin Maia - William J. Afogar-se Na Garoá do Deserto. SE COPIAR NÃO SE ESQUEÇA DOS CRÉDITOS.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

E de tanto esperar...

Cada vez eu tenho menos tempo pra perder
Me preocupar com tudo aquilo que não me faz bem

E o que não me faz bem
. . .


Nem sempre é possível esquecer!


E o que não me faz bem
. . .


O tempo faz questão de me dizer
. . .




Que não volta mais!!


(Inimigo do Tempo - Gloria)