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segunda-feira, 18 de março de 2013

Diz...


Vai, diz mais uma vez que sou o monstro que veio te assustar, bandido que veio de longe, apenas para roubar a ti. Diz, grita ao mundo, a todo ele, que nunca te mereci. Que meu coração não é nobre o bastante para receber o que dizia ter pra mim.
As tuas cartas, deixaram de chegar. Teus olhares deixaram de chegar, os teus beijos deixaram de chegar, tua voz, tem deixado de chegar, aqui.
Pode dizer, aliás, pode gritar. Pois qualquer palavra vinda de ti, será melhor do que o silêncio qual deixas-te a mim chegar.
Diz...

M.

domingo, 10 de março de 2013

A Xícara


Então, me pego tomando café na tua xícara. Não parece nada extraordinário, mas comigo é assim, tudo sempre tem um motivo, uma explicação.
Explico que é porque sinto saudades. E inconscientemente, estou tomando na tua xícara para te ter mais perto. Bem firme em minhas mãos, tão perto dos meus lábios, é dessa maneira que eu gostaria de te ter!

Já reparou quantas coisas tuas tem por aqui? Tua coruja me observa bebendo em ti. Eu olho para ela como quem diz que esse é um momento nosso e que ela deveria sair dali, ou ao menos se virar.
Sem êxito nas minhas reclamações, decido que me virar é a melhor maneira de obter privacidade por aqui.
Deparo-me com tuas pelúcias, com teu vestido, com teus bilhetes, com a nossa cama...  Então me deito ali, tentando te sentir, tentando te enxergar.
Procuro por tuas mãos, por teus pés, por teu sorriso ou um olhar. E nada.

Continuo a beber em ti e o café parece nunca acabar, assim como o meu amor. E essa vontade de te ter. A onde você esta?


M.

sábado, 9 de março de 2013

?laer é êcoV

... E agora eu fico aqui, pela cidade, te procurando, tentando te encontrar em qualquer semblante.
Ninguém parece com você! Ninguém tem um sorriso tão bonito. Ninguém!
Eu decidi parar, finalmente eu parei, comprei um caderno, duas canetas e me sentei na praça qual mais gosto de frequentar. Só pra escrever sobre você.

Você é real?

Porque eu juro! Você realmente me tocou! Bem lá no fundo, onde quase nada consegue penetrar. Roubou meus segredos, que até então eram tão meus. Coisas que o mundo nunca iria saber. Você se apoderou das minhas palavras, se tornou parte da minha confusão. E agora, agora me obriga a escrever sobre você, que é um mistério, uma charada.

Você é real?

Ou foi apenas fruto da imaginação de alguém? Alguém que se desfaz melhor que eu... Se foi... Essa é a maior e a pior das farsas que alguém poderia cometer. 
É por isso que estou aqui agora; sentado a sós; tentando entender o que aconteceu nos últimos dias. O que mudou.

Eu me esforço, atualizo a todo o momento o celular. Mas é sempre a mesma coisa, sempre o mesmo branco, o mesmo vazio.
O pior de tudo é ter as respostas e não conseguir acreditar.

Me diz... Você é... Você foi real?


M.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Resta Um

... Ai eu vi as fotos. E então percebi que não importa o esforço que se faz, nem tudo é apagado.
Restam lembranças, histórias, sorrisos, palavras, brincadeiras. Resta os dois andando de mãos dadas.
Apesar do esforço que fizemos, nada foi esquecido, porém, tudo foi negado. Uma; duas; três e quantas vezes fossem necessárias, tudo seria negado de novo. E de novo!

Então, chamaram de maldade, tudo aquilo que fazia correr lágrimas, tudo aquilo que fazia sentir dor ou menos doçura. Chamaram de lembranças, tudo aquilo que pensaram poder ser esquecido. E esqueceram que a verdadeira maldade é matar; sonhos, desejos, sorrisos. E que por mais que se tente, não se esquece lembranças, pois isso seria matar, tudo aquilo que foi e que o fez ser o que é! Ou quem é! 

Me disseram que no fim não restava nada. Descobri que era mais uma mentira; e que no fim restava um, apenas um, solitário. Aquele que anda nas ruas procurando por um outro em comum. Resta um, que tentou apagar, mas se lembrou que nunca foi capaz de esquecer. Resta eu, resta você... Mas não nós dois.

M.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Quantas vezes o chão foi a única cama na qual conseguimos dormir? Pois ali, deitados no chão, gelado, empoeirado, re-descobrimos os nossos sonhos e planos, descobrimos que estar caído é a unica maneira de poder se levantar. Quantas e quantas vezes nos faltou coragem para enfrentar um dia, um alguém ou qualquer coisa e só o que restou foram as lágrimas e os soluços baixinhos em meio a uma canção, qual fala de toda nossa dor, de todo nosso medo, de todos nossos sonhos quais deixamos para trás.
Nada do que tenho é meu, nem a vida, nem o folego, nada. Nem o tormento, nem o medo, nem as lágrimas, nada.
Ainda me restam horas, dias, talvez décadas...  Para conseguir dizer tudo que está aqui, guardado nos meus pensamentos.


"Tudo que eu fiz não valeu nada."

quinta-feira, 8 de março de 2012

Eu, Bardo

Ainda me desfaço em versos e me renovo em notas, versos que você não entendeu, notas que você não ouviu... 


Quantos versos mais serão necessários pra poder entender?

domingo, 13 de novembro de 2011

Coisas

De fato o que sentiu foi dor, pois aquelas palavras pareciam arrancar-lhe a alma. Em momento algum ele se absteve da verdade, mas a verdade para ele era tudo que lhe parecia correto. Fez a lagrima rolar sem piedade pra depois se embriagar em algum lugar, depois sentado em algum canto da cidade, ficou pra ver se um novo dia ia chegar.

sábado, 30 de julho de 2011

Hellow! Sou o Poeta Cantor!

De todo verso que já fiz, me agradam muito os que soam como notas...




terça-feira, 26 de julho de 2011

Se algum dia eu não acordar...

Fui sincero comigo, com meus sentimentos, com as pessoas que amo. Fui sincero com minhas vontades, com os meus Sonhos. Não realizei todos os Sonhos, mais isso não foi por culpa do medo ou da covardia, pois em mim já não habitam. 
Eu fui fiel aos meus amigos; aos que queriam meu mal... Estendi a mão. Não deixei de respirar um dia sequer, não deixei de viver qualquer momento que fosse meu e aprendi a diferenciar os que eram de outro alguém.
Olhei nos olhos de alguém, cantei olhando para alguém, esperei por alguém e espero. Não deixei de viver um amor, mesmo quando a consciência veio dizer que ele chegou ao fim. Não deixei de sorrir para o amor, mesmo quando o coração disse que não era pra ser assim. Chorei, sorri, zanguei, joguei tudo pro ar. Escolhi outros caminhos e segui, até que encontrei o meu. Permaneci. Estagnei. Me enganei. Mais eu vivi.

Sinceramente, se algum dia eu não acordar... Eu só lamentarei pelos fracos que tiveram medo de viver, pelos tolos que não ousaram e que de fato não viveram, apenas passaram por aqui. 



Quanto vale a lágrima de um ser?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Imagino que...

... Talvez seja só confusão ai dentro... Eu nunca vi um coração falar tão baixo com a razão... Ela diz que não, ele diz que sim. E seguem então sem perceber que o tempo passa, outrora voa... E eles estão no mesmo lugar... Nessa grande distancia.
A razão diz que esta bem assim... O ver chorar não lhe faz mal, assim como chorar escondida lhe faz tão bem... O coração... Esse bate o pé, canta, grita e se descontrola, bate inconstante. Diz que não há nada que queira mais do que a presença dela ali... E chora... Na esperança de que ela possa ouvir... 
Ela o escuta... Finge que não... Perde o sentido a Dona Razão... Dança suavemente nas notas do Sr. Coração... Se esquiva então por querer estar certa... Estava... Enquanto dançava a sua canção... Errada... Agora que faz partir o coração... Chorando...

sábado, 11 de junho de 2011

I'm back to you!

Sem me explicar, já que eu não me entendi! Regresso, sem mais delongas, sem mais voltinhas... Começo a me desfazer aqui! Novamente... 

Antes de fazer ela chorar, ele abriu um sorriso. Começou um discurso sobre vida, sonhos e amores. Falou tudo que devia e o que não devia dizer e não se importou em secar uma lágrima dos olhos da moça. Rascunhou nos pulsos algumas palavras em caneta, chegou mais cedo, se arrumou, saiu sem rumo. 

No mundo ninguém poderia entende-lo, ninguém poderia dizer-lhe o que fazer ou porque fazer... E pegou o primeiro ônibus que encontrou.
Partiu sem nada, sem mala, sem pressa e sem graça. Tentava não procurar respostas já que nunca as encontrava. E dizia que onde estivesse, estaria bem.

Desceu em um ponto qualquer e reconheceu algo familiar... Aquele banco e o primeiro beijo... Aquele dia e o começo... 
Sentiu um vazio que o fez correr, o fez gritar, sem direção mais uma vez e outra vez estava a chorar... Derramou lágrimas sorrindo sem ao menos saber porque. Quando descobriu que não querer, era disfarce para o que se quer... E quer de mais!

Tocou a campainha, ela sorriu. Há quanto tempo ele não via tão bela forma.... E quanto tempo ela esperou por essa hora. E por mais de uma hora, conversaram trocando histórias. Baixou a cabeça e pediu perdão. Aos céus... E agradeceu por mais uma vez estar ali. Ela o ouviu sem interromper quando ele disse que não sabia o que fazer. E após minutos em silencio um abraço foi a melhor forma de dizer... 

Tudo aquilo que o seu coração sentiu!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Começando uma nova jornada


Estive pensando, eu costumo fazer muito isso. Daqui a dez anos, talvez não estejamos mais aqui, muitos pensam assim, se estaguinão e não saem do lugar. Eu... Penso, planejo e executo ações.
Conversando no sofá da sala com minha mãe e meu irmão, pensei em tudo que já fiz até aqui e pensei em várias pessoas que já alcançaram muito mais que eu. Estou chegando aos meus dezenove anos, com muitos sonhos, muitos planos e alguma realização. Não posso dizer que não fiz nada no decorrer dessa minha vida curta.
Me lembro de quando eu tinha uns oito anos, minha primeira apresentação em um palco... Pois é, Teatro Castro Mendes aqui em Campinas, apresentando o musical A Nova Onda do Imperador junto ao projeto Pro - Dança. Cara, quanta gente, quantas luzes, minha família sentada lá na platéia e os aplausos no fim da dança...
Me lembro de me apresentar algumas vezes na igreja, de tentar aprender a tocar bateria, de tentar aprender a tocar violão. Me lembro de aprender a tocar violão e ter um ano marcado por fé, amor, lutas, conquistas e canções.
Muita coisa se passou antes de eu estar sentado aqui nesse sofá escrevendo sobre tudo o que passou e sobre planos futuros. Perdi o Pai e muitos outros familiares, por morte, por diferenças, por distancia. Perdi amores, amigos, oportunidades, porém, não posso me esquecer que ganhei muito nesse tempo... Dezessete de Dezembro de dois mil e dez.

Comecei este ano com a despedida que mudou minha vida completamente. Michelle Pinno, saiba, você esta em cada nota que soa no meu violão, em cada canção entoada por mim, pois eu devo tudo isso a você! Me lembro do garoto tímido de quase dois anos atrás, aquele que você estimulou a dar os primeiros passos rumo ao crescimento pessoal. A você, só tenho agradecimentos a fazer e só!
Fevereiro, show do Josimar no qual participei assumindo a guitarra. Josimar, você tem vários defeitos, porém lhe agradeço por aparecer na minha vida e me dar oportunidades.
Durante o ano, várias paixões, decepções, mancadas, deslizes, quedas, porém, ainda estamos aqui. Show no Ego Clube me ajudou mais uma vez a crescer e aqui estou eu...
Venho dizer aos meus amigos, que por tempo indeterminado não postarei aqui... Estou começando uma nova jornada, decidi me dedicar inteiramente a musica e o blog me tira muito em textos do que poderiam ser canções. Então, desejo-lhes desde já um feliz natal, um próspero ano novo e tudo de bom a vocês! Que a vida possa estar sempre nos ensinando através de palavras e que blogs sejam espelhos para outros blogueiros assim como esse espaço tem sido pra mim. Muito obrigado a todos!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Coisas sobre mim que você nunca iria saber! (XI)

Coisas sobre mim que você nunca irá saber...

 - É, eu ainda sou aquele mesmo garoto, que há dois anos atrás começou à escrever algumas coisas esquisitas e postar aqui, eu ainda sou aquele cara confuso de alguns meses atrás, quando eu te deixei ir embora. Lembra? 
 Tem coisas na nossa vida que não vão mudar, nem mesmo com o maior esforço que agente fizer. Tomo como exemplo a trilha sonora do nosso amor. Por que toda vez que você volta tudo acontece sempre igual? Tudo bem, eu sei que eu já errei de mais, assumo meus erros. Mais será que sou eu que toda vez me afasto a tal ponto de as mesmas canções se repetirem, as mesmas notas soarem e me fazerem chorar? Me encontro no momento pensando sobre o que fazer no meu futuro, agora me resta saber se nesse futuro você vai estar aqui fazendo parte da minha vida ou se é sozinho que eu irei seguir...
 Você se distancia a tal ponto que chega a ser inalcançável para os meus braços, eu perco a vontade de viver, de sorrir e até de tentar te aproximar... Tem gente me falando pra eu te esquecer, outras me falando pra eu tentar te entender, qualquer opção me dói, pois o que é difícil pra mim é saber que existe a hipótese de não mais te ter, de não poder mais te ver. Saber que tudo o que me impede de estar perto de você é o simples fato de que existe uma duvida entre nós.
 Sabe, eu não gosto de estar triste, mais me desanima o fato de ser feliz sem você... Porque você me faz tão bem e nós dois sabemos que você consegue entender o que eu estou escrevendo aqui. Você melhor do que eu sabe o que eu estou sentindo, sabe como é. E eu, melhor do que você entendo pelo que você esta passando. Eu só queria poder simplificar, queria que você ouvisse real e atentamente quando eu digo pra me dar a mão e ser feliz aqui, comigo. 
 Eu só queria não precisar mais uma vez encarar a vida sem você... Eu só queria por uma vez, não te perder... 


"E todo dia eu te espero aqui sentado... E você não liga, você nem se liga que eu quero você!
Esperei, cansado... Eu arrisquei... Eu sufoquei..."

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu queria poder falar tudo o que estou sentindo, porém são tantas palavras, desorganizadas, mal orientadas na minha cabeça. Estão todas tão bagunçadas, que eu já nem sei o que dizer... 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Coisas sobre mim que você nunca iria saber! (X)

Cartas que nunca chegarão até você.

É pai, mais do que nunca eu queria que você estivesse aqui perto de mim. As coisas aqui estão complicadas e as vezes acontecem algumas coisas que eu nunca pensei que iriam acontecer. Meu velho, precisava de você pra me dizer se é certo ou errado, querer botar em pratica meus sonhos sem ter medo arriscar e sem pressa pra concluir. É que todo mundo tem falado coisas que só tem me desmontado. Eles pensam que eu não planejo nada, que eu ajo por impulso, mais eles não vêem que não sou eu que estou indo rápido de mais e que são eles que estão me empurrando.
Apresentei meus planos aqui em casa, o bairro inteiro já esta sabendo (isso me irrita), todo mundo esta colocando pilha, achando que é loucura o que eu estou querendo. Simultâneamente eles falam: "Você tem que dar tempo ao tempo." e "Se você quer faz logo, porque assim eu não aguento!". Já pedi - Me deixem respirar - Vocês tiveram uma vida inteira pra errar, então por favor deixem eu tentar ser feliz.
É pai, com você aqui pelo menos ninguém ficava me cobrando tanto. É difícil ter que fazer o seu papel quando ninguém da ouvidos pra nada que eu digo. Minha palavra aqui não esta valendo nada. E é por isso que eu quero tanto ir embora assim cedo.
Eu não queria deixar a mãe e as meninas. Meu planos eram totalmente diferentes do que são agora. Eu queria estudar, juntar um dinheiro, levar elas pra uma casa melhor, pra só depois pensar em mim. Bom, planos são só planos, não é? Essas coisas não dependem só de mim. Espero que você se orgulhe de pelo menos alguma coisinha que eu fiz depois que você partiu. Nossa, não tem noção do quanto eu queria tocar e ver você me ouvir, lembro que você ficava super-zangado porque eu deixava meu violão parado. Agora eu aprendi... Mais infelizmente você não esta aqui, só espero que possa me ouvir dai. Será que você notou o quanto eu cresci? Não só externamente, será que anjos conseguem olhar dentro de mim? Ver o quanto eu mudei? Porque eu acho que aqui ninguém notou. Eles dizem que eu ainda sou uma criança... Bem que eu queria ser criança ainda pai e te ter perto de mim pra me defender, não ter que bater de frente com nada, nem com ninguém. Acho que nem com todas as notas musicais eu vou conseguir um dia expressar a falta que o senhor me faz.
Pois é tem muita coisa que eu queria te dizer, mais não dá mais. É tenso. Saudades meu velho, guerreiro.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dead Memories - Capitulo II - Parte I


                Depois que ele se foi minha vida mudou completamente, eu passei a frequentar os shows de rock, bebia, fumava e chegava em casa tarde da noite. Não era eu que devia ser o exemplo? O que eu estava fazendo da minha vida? Essa era uma pergunta que eu não me fazia com muita freqüência, talvez nunca tenha feito até perceber que eu ia chegando cada vez mais perto do fim da minha vida mal aproveitada. Eu também passei a ir com certa freqüência â Americana visitar a Hellen e a família. Sim, era mais por causa dela.
                Aqueles olhos dela me fascinavam, porém eu era muito tímido com as garotas aquele tempo, meu Deus, porque eu não conseguia lhe falar o que eu sentia? Nós já tínhamos grande afinidade e ela dizia sempre que íamos casar, não sei se era brincadeira ou qualquer coisa do tipo. Preciso me lembrar de perguntar a ela. Porém, brincadeira ou não, cada palavra dita, cada tarde sorrindo ao lado dela faziam com que o sentimento que eu vinha guardando crescesse mais. Eram marcantes todos os momentos ao lado dela, quando estávamos juntos, eu não conseguia pensar em nada, só conseguia enxergar Hellen.
                Lembro de quando eu decidi que cigarro era uma droga e que não fazia mais parte da minha vida, foi por volta de março de 2008, quando eu entrei para equipe de atletismo da Orcamp – Unimed e foi nesse período que comecei a dar valor ao meu corpo, aos meus dias e a tudo que eu vinha desperdiçando desde que meu pai falecerá. Estando na equipe eu consegui crescer mentalmente de uma maneira surpreendente, essa é uma característica minha, crescer, crescer mais a cada dia, no meu ponto de vista eu nunca estou “grande” o suficiente e gosto de pensar assim, pois isso me motiva a ir muito mais além do que todos pensam que eu posso fazer ou ser. Fiz grandes amizades na equipe, havia uma turma que era do colégio e estávamos sempre juntos, nos intervalos, nas bagunças em sala, no ônibus rumo ao treino e no ônibus de volta também, nós entravamos no ônibus cansados e mesmo assim ainda achávamos forças pra bagunçar um pouco mais e acabar com a paciência de alguns passageiros. Meu Deus, adolescência é uma faze tensa; que saudade.
                Eu me lembro de certa vez... No fim de semana ia rolar uma festa num salão de eventos aqui em Campinas e eu estava voltando do meu curso e resolvi ligar pra Hellen e convidar ela. Obtive resposta positiva ao convite, ela viria junto com a tia Micaela, que apesar de tia, era jovem e adorava uma balada. Convidei também meus amigos e amigas e então fomos todos para a festa no sábado, o ônibus estava lotado, o trajeto até o local normalmente demorava uma hora, mais dessa vez creio que levou quase duas. Meu celular tocava de quinze em quinze minutos, era ela ligando, nos apressando por que já estava esperando no local marcado, mas o que nós poderíamos fazer? Chegamos lá por volta das três da tarde e fomos direto para o salão onde esperamos na fila por algum tempo. Ao chegar ao portão de entrada minhas queridas Hellen e Paola haviam esquecido o R.G que era necessário para entrar. Então tivemos que falar com os seguranças, ligar para a mãe da Paola e convencer o segurança a falar com ela no celular. Oh My Fuck!
                Em fim conseguimos entrar, dançamos até as pernas doerem e o momento que eu nunca esqueci até hoje, que quase custou uma vida, foi o em que meu melhor amigo beijava a garota que todos os meus instintos me diziam que eu amava. Ok, minha noite acabou, sentei na escada do camarote e fiquei até que todos decidissem que estava tarde e que precisávamos pegar o ultimo ônibus. Andei todo o trajeto até o ponto de ônibus calado e quando alguém fazia algum comentário direcionando-se a mim, eu abria um sorriso plástico que me doía de tanto forçar. O pensamento que vinha a minha cabeça durante a caminhada era “fique calmo, existem várias mulheres no mundo e não vale à pena socar a cara dele, simplesmente o ignore!”. Como eu sofri, tendo que agüentar aquele imbecil (sim Pablo você sabe que foi um grande relaxo da sua parte) citando qualidades que ele dizia conhecer nela apenas por um beijo e alguns passos abraçados. Ódio! Já passou por isso?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Coisas sobre mim que você nunca iria saber! (IX)

Pra todo fim, um recomeço!


Antes de mais nada, queria começar me desculpando com meus amigos blogueiros, não tenho lido blogs ultimamente, nem mesmo os de piada. E meus posts não saíram como eu esperava nesses últimos meses. Espero que vocês tenham achado alguma qualidade neles, claro, porque eu escrevo isso aqui pra mim, mais enquanto escrevo penso em vocês que não são obrigados a lerem um monte de besteiras e erros ortográficos.

Todos sabemos como funciona a grande maquina sem freios chamada vida, para alguns, tempo. Passa sem se preocupar se você caiu, se você parou, se esta cansado ou se errou o caminho. Não nos da tempo para lamentar os erros e muito menos pra comemorar os acertos. Pouco se sabe dela, apesar das ciências e religiões sempre apresentarem teses e especulações sobre o porque de vivermos. De fato, só sabemos que ela passa e não espera por ninguém.

Eu estava namorando uma garota que pra mim tinha algo de especial, ela me deixou, fiquei mal, chorei, cantei, compus, mas ela não voltou pra mim. Resolvi apelar pra Deus e disse-lhe assim: “Senhor eu entrego minha vida nas tuas mãos e que se cumpra aquilo que tu acha que é melhor pra nós!”. Fui até a casa da minha ex-namorada tentar reatar mais uma vez, fui de bicicleta, estava sem dinheiro, creio que andei mais 5km só de ida, pensei que ela iria considerar prova de amor, já que preguiçoso como eu não se acha igual. Não adiantou.

Eu estou escrevendo este post só para esclarecer minha ausência e porque não podia deixar meu espaço sem conteúdo. Eu não queria estragar o final do Dead Memories, aquele livro conta um pouco da minha vida desde o ano de 2007 e a cada dia eu refaço todas as partes dele, é como uma estante empoeirada que eu tenho que polir todos os dias. Tudo ali escrito é realidade e eu vou escrevê-lo até chegarmos em um final feliz, razão pela qual estou aqui.

Queria compartilhar com vocês, meus amigos, que depois de muitas mancadas minhas, depois de tanto tempo guardando muita coisa aqui no coração, eu mudei. Me sinto homem, disposto a encarar a vida, encarar uma vida que eu sempre quis ter, porém tinha medo de falhar ao tentar executar os planos. De fato eu iria falhar se tudo corresse como no plano inicial, onde eu queria marcar meus passos sozinho. Você por acaso já amou de verdade? Sabe diferenciar suas paixões dos amores? Guardo esse sentimento dentro de mim há três anos. E muitas vezes nem me entendi, quando a pessoa amada veio ao meu encontro e eu sem hesitar afastei-a de mim. Eu só agradeço a Deus e a ela, por me fazerem tão feliz. Mesmo depois de tanto te fazer chorar, você me desculpou e esta me fazendo feliz.

É pessoal aquela menininha da história, aquela que deixou de ser menina a tempos, mais não perdeu a alegria de viver, agora vai ser minha mulher, depois de tantos desencontros e erros o tempo nos uniu de vez.

 
A terceira parte do Dead Memories vai ficar para sexta-feira ou para a próxima quarta-feira.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dead Memories - Capitulo I - Parte II


Uma semana depois da nossa visita, eu estava no computador ouvindo musicas e escrevendo poesias, coisa que costumava fazer quando me sentia mal. E naquela noite eu me sentia realmente mal. Duas musicas vão marcar pra sempre minha história: Beco Sem Saída - Charlie Brown Jr e Circle - Slipknot. Se um dia ouvir as musicas vai entender por que digo isto. Resolvi ir dormir, pois já me sentia muito mal mesmo e já tinha passado das três da madrugada.

Na manhã de 29 de novembro de 2007 eu acordei com o choro de minhas irmãs vindo da sala. Levantei da cama num salto e corri para ver o que acontecia, me deparei com minha irmã do meio deitada ao sofá em prantos em quanto meu tio abraçava a menor dizendo que ia ficar tudo bem. Perguntei o que estava acontecendo, mesmo já sabendo qual era a resposta para aquela pergunta. E quando eu vi a boca do meu tio mexer-se e dela saírem essas palavras – Seu pai faleceu – Meu mundo caiu. Tudo que eu havia guardado durante tempos, toda aquela amargura em meu peito e aquelas lágrimas contidas, tudo que estava escondido de baixo da minha mascara sem expressão, agora podia ser visto num rosto que soltava um grito e num punho fechado que encontrava a parede do corredor. Entrei no meu quarto e lá fiquei chorando por uma hora, escrevi um poema que foi deliberadamente não planejado e que se fez totalmente sem estrutura e então adormeci, com os olhos molhados olhando um ponto fixo na direção da parede azul, como se quisesse estar no lugar dele.

No mesmo dia eu acordei à tarde e li inteiro o conto de Lovecraft, “A Tumba”, o que me distraiu por algumas horas. Amigos vieram nos visitar, mais eu não tinha saco pra nada, não queria ninguém por perto.

Ao cair da noite eu comecei a planejar o futuro, agora eu devia adquirir uma estrutura psicológica forte e exemplar, o corpo de meu ídolo estava sendo velado, e sua alma devia estar indo descansar em um lugar bom, pois ele era muito bom. E eu agora era o “homem da casa”, aquele que deveria garantir a proteção e paz do seu lar, aquele que tinha de ser mais forte que todos e nunca fraquejar. No planejamento parecia tudo muito fácil, mais eu ainda não sabia o que era viver.

                Na manhã do dia seguinte aconteceu o enterro, vieram parentes e amigos de todos os lugares. Policiais, professores, primos, tios, avós, bandidos e todo tipo de gente que pela vida das quais meu pai já havia passado e marcado-as com seu humor e seu jeito de ser: teimoso, ousado e sincero.


Poeta Diluído - Dead Memóries - Capitulo I - Parte II - Por Dustin Maia

sábado, 30 de outubro de 2010

Das Coisas Que Eu Tento Entender – Dias Que Ficaram Para Trás.

“Uma história é sempre uma história, mesmo quando contada em partes, mesmo quando cortadas as partes, mesmo quando se omiti alguns fatos, sempre há de ser uma história.”

                É, já faz algum tempo que não vejo você, estava aqui, sentado em minha sala recordando fatos, observando fotos, lembrando de você.
                Fiquei relembrando a nossa história e tentei por várias horas achar onde eu errei. Talvez a culpa não tenha sido minha ou nem toda minha... A final, éramos eu e você. Fiquei pensando no que você me disse antes de sair por ai. É, você estava errada, sou um cara decidido e capaz, talvez quando agente se cruzar em algum café entre as 15:00 e 16:00h eu lhe conte como tem sido minha vida, sobre a carreira, a família e dos lugares onde andei.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

É o que sinto por você!



"Não sei por que minhas pernas tremem e eu perco o ar quando pego o elevador
Você mora no décimo primeiro andar, no fim do corredor
E eu finjo que tanto faz, por mim tá tudo bem, será que viro o boné pra trás ou fico sem?
As flores são legais, o meu cartão também, mas quando eu toco a campainha e você vem..."


Sabe, eu realmente gosto de você e realmente quero ficar pra sempre com você, apesar de todas as discussões infantis, de você se esconder em baixo do cobertor quando não quer falar comigo, de você pedir sempre pra mim parar de te olhar. Enxergar defeitos é fácil de mais, o difícil é conseguir conviver com eles e encontrar qualidades.
É, eu deixei de acreditar no amor, até porque, ele é só uma palavra se comparado ao que sinto por você, ninguém precisa de palavras simples quando podemos usar frases, textos, musicas, o amor ficou nos contos, ninguém explica amor, talvez por não saberem amar,,, O que eu sinto por você eu posso descrever e argumentar.

Posso começar dizendo que me sinto bem estando ao seu lado, o teu abraço é como a brisa que bate em mim quando subo no telhado e me arrepia todo. O teu beijo tem variações: Acalentador,  animador, excitante, o beijo de boa noite. Ficar perto de você me acalma, me faz bem saber que tenho alguém com quem contar, uma amiga especial qual eu posso conversar sobre qualquer coisa, qual eu posso deitar no colo e lhe falar sobre o meu dia. 
Espero que nos próximos anos eu ainda possa ouvir você gritar, falar, cantar. Ver você sorrir, chorar, dormir, sonhar, acordar, crescer, ter duvidas, alcançar objetivos.

O que eu sinto por você está escrito nos meus versos mais bonitos e nas minhas cartas mais zangadas, já foi descrito por grandes poetas, filósofos, romancistas. Não é amor, conto de fadas, não é inexplicável por que eu sei bem o que eu sinto. Ainda enxergo o roxo ao te beijar.